Sol
Há um caracol
Que me diz que o Sol é meu
Há um raio de luz
Que o caracol deixa passar para fora
Que me perfura os sentidos
Me chega ao coração e acaba com parte da minha vida.
Passas a ser o centro do meu ser, em tudo o que penso tu estás la
E tudo o que não tem brilho a meu redor passa a ter
Porque existes, porque fazes sentir
Porque és a paz, a força, o calor e a dor
A dor que me vais fortalecendo e que eu te vou agradecendo
Por seres assim
Permanece em mim, Sol.
Pedro Alvez para Sol
Chego a casa cansado
Traz-me o sofá e a tv
Quero aguentar-me acordado
E ver quem facturou mais
Eu que estou aqui sentado
Ou o corrupto nos jornais?
Sempre vais saber
O fim vai ser igual
Ele num caixão
E eu tal e qual.
Nunca achei mal o liberal
Mas a ética nunca fez mal
E o amor também existe
Esse tu nunca sentiste.
Pedro Alvez
Desfolhei as páginas da vida
Pisei, esmaguei, recompus e caminhei
Sobre elas passei
Por takes e flashes parei
Sonhei a dormir
Sonhei acordado
E na realidade, tudo ia passando ao lado
Continuo sem ver o fim da história
Incógnita – penso sobre ti, volto a sonhar e só sinto a vida a passar
Num arco-íris em espiral e uma luz ao fundo a esperar.
É aqui que tudo vai acabar?
Pedro Alvez
Saramago, o bago.
Saramago, és um bago.
Bago desse cacho de gente
Que é gente graças a Ele.
Quando um dia secares
E o sangue derramares
Usa bem a virgula, permanece
E que eu não me cruze contigo.
É um sinal, de que foste para o sitio certo.
Pedro Alvez
É no exercício da batalha
Na luta à minha maneira
Caminhando rumo à vitória do nada esperar em troca
É a revolta, é a saída, é o isolamento psíquico dos meus ideais
É o regresso às quatro paredes da cidade,
É a falta de ti
É a solidão depois do suor e as paredes molhadas pelo meu eco de saudade.
Pedro Alvez
Os Golpes
A música portuguesa, bem à maneira Lusitana com esta Marcha dos Golpes.
«Gerados por uma Pátria ausente, buscamos um tempo transparente»
Estado de nebulosidade
Não me faças ir por esse caminho
Onde a maioria vai
Pensa de uma vez sozinho
O rei do nada não tarda nada cai.
Porque te fixas numa só massa
Quando tens uma cinzenta
Para combater a nebulosidade
Que torna esta terra lenta !
Como rogas a evolução
Modernidade, igualdade ?
Se nunca passas-te da K7 para o CD
Do MP3 mais tarde
Evitas hierarquia
Só para a tua superioridade
Neste estado de nebulosidade
O tempo parou aqui
Previsão – Estado de nebulosidade.
Estado de nebulosidade.
Pedro Alvez
(Aguarda composição musical)
Partir para ficar
No vazio
Sem sentido, sem um rio.
Coração esfomeado
Ninguém à mesa para servir o amor.
Eu quero partir daqui
Rumo a ti
Para ficar
Partir para ficar
Em ti.
Quero libertar-me de mim
Saciar-me no teu mar
Sentir a tua fome
Acabar com a minha.
Acaba com o vazio agora
Parte-me !
Que eu quero partir
Para ficar
Partir para ficar
Em ti.
Agora somos gota
Reis do oceano
Ficámos…
Pedro Alvez
Eu gosto da praia à hora das gaivotas

Eu gosto da praia
À hora das gaivotas
Quando a maré desce
E tudo fica mais calmo
Quando o sol dourado
Despenteia o teu cabelo
E um só sorriso teu
Desfaz o meu pesadelo
Tens os pés na areia
E o olhar sobre as ondas
Por muito que o estendas
Não quero que te escondas
Sabes o mar é bruto
Mas pode ajudar
A ter outra vez
Vontade de gostar
Ao longe desfaz-se
A linha do horizonte
E tu já voltaste
Desse sitio onde foste
Protege os teus ombros
Com o meu braço esquecido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
Eu gosto da praia à hora das gaivotas.
Eu gosto de ti.
Tim, no último album – Braço de Prata
Há uma razão
O último de originais de Cascais…porque há uma razão…
Deixe um Comentário